Gato vacila, sofre virada e deixa a Copa do Brasil

Foto: Osvaldo Lima/DF Sports

Na tarde desta quarta-feira (7), no estádio Abadião, o Ceilândia recebeu o Avaí-SC, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil 2018. O Gato Preto vinha de uma vitória no meio da semana e estava mais descansado que o adversário, que jogou no último domingo (4), o clássico estadual contra o Criciúma, por 1 x 0.

Mesmo com nuvens carregadas e o clima abafado, a torcida compareceu em bom número para apoiar o alvinegro candango. Com este panorama, em um encontro eletrizante, o time de Santa Catarina fez jus à fama de time grande e venceu por 3 x 2, eliminando, assim, a equipe do Distrito Federal.

O time da casa começou bem e com apenas três minutos, Elivelto, em uma jogada pelo lado esquerdo tocou para Vavá que bateu no canto e abriu o placar. Porém, após o gol sofrido, o Leão começou a ter mais chances em contra-ataques e o jogo começou a se equilibrar. Em um vacilo da zaga do Ceilândia, aos 18 minutos, Maurinho cruzou na área para Romulo que marcou para os visitantes, 1 x 1.

As duas equipes criaram chances para passar à frente no marcador a partir daí. O Avaí começou a trocar mais passes e ter maior posse de bola, investindo bastante no lado direito, enquanto o Gato Preto tentava chegar ao ataque, sem muito sucesso de furar a marcação adversária. O jogo ficou em ritmo lento, com mais toques de bola e sem grandes sustos nas áreas. Assim a primeira etapa acabou empatada em 1 x 1.

O empate não era bom resultado para o Ceilândia. Por isso o time deu o início do segundo tempo atacando mais, e nos primeiros minutos da partida, chegou na grande área em um choque do ex-corinthiano Betão com Adriano. Os jogadores do time do DF pediram pênalti, mas o árbitro mandou seguir o jogo.

O atacante Ronan foi a primeira substituição na equipe do Ceilândia, entrando no lugar de Formiga, que sentiu uma fisgada na coxa. A equipe de Adelson de Almeida começou a fazer pressão de todos os lados em busca do gol. Deste modo, Elivelto, em uma cobrança de escanteio pelo lado esquerdo lança para Vavá que quase marca.

O adversário na metade da partida fez duas substituições ao mesmo tempo, colocando Getúlio e Luanzinho, um minuto após a troca de jogadores, Luanzinho arriscou de fora da área e marcou um golaço, virando o placar a favor dos visitantes. O time da casa precisava fazer dois gols para seguir em frente rumo à próxima fase da Copa do Brasil.

Foi aí que o Adelson de Almeida resolveu colocar o experiente Allan Dellon no lugar de Gago. O time continuou pressionando, até que no lance de bate e rebate aos 44 minutos da etapa final, Emerson Martins empatou o jogo que já estava indo para os acréscimos.

Os catarinenses, que já iriam se classificar com o empate, aproveitaram um deslize e, em uma jogada de contra-ataque, Getúlio lançou para Luanzinho pelo lado direito do campo, que finalizou e marcou 3 x 2, aos 49 minutos da segunda etapa.

Com o resultado o Gato Preto se despede da Copa do Brasil 2018. O próximo jogo do Ceilândia é em 18 de fevereiro, às 15:30, no estádio Serejão, contra o Bolamense, pelo Candangão. O Avaí-SC, por sua vez, avançou para a segunda fase da Copa do Brasil e agora enfrenta o Juventude, em Caixias do Sul, entre os dias 20 ou 21 de fevereiro.

FICHA TÉCNICA

CEILÂNDIA 2 x 3 AVAÍ

Copa do Brasil – Primeira Fase

Estádio Abadião, Ceilândia-DF

Quarta-Feira, 07/02/2018 – 16h

Público: 550

Renda: R$ 5.150,00

Árbitro: Francisco do Nascimento/AL

A1: Pedro Jorge/AL

A2: Wagner da Silva/AL

4º árbitro: Luiz Paulo Aniceto/DF

Analista de campo: Jamir Garcez /DF

CEILÂNDIA

Wendell; Cauê, Cocada, Dudu Lopes e Elivelto; Didão, Adriano (Wallace), Emerson Martins e Gago (Allan Dellon); Formiga (Ronan) e Vavá.

Técnico: Adelson de Almeida

Cartão amarelo: Júlio Ferrari.

Cartão vermelho: não houve.

AVAÍ-SC

Kozlinski; Alemão, Airton, Betão e João Paulo; Judson, André Moritz e Marquinhos (Luanzinho); Maurinho (Getúlio), Rômulo e Martinuccio (Lourenço).

Técnico: Claudinei Oliveira

Cartões amarelos: Luanzinho, Marquinhos e Rômulo.

Cartão vermelho: não houve

Por Luciana Balduino

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *