O Cerrado também é delas

Foto: Arquivo União Cerrado

Buscando se consolidar no cenário do basquete feminino na capital e nacional, a equipe do União Cerrado, que representou o Luziânia, disputou, nos últimos dias 14 a 17 de dezembro, na cidade de Itumbiara, 0s 17º Jogos Abertos de Goiás. Com atuações expressivas, as meninas da capital foram campeãs invictas do torneio, garantindo a princípio uma vaga nos Jogos Abertos Brasileiros do ano de 2018 (caso haja a competição).

Divididos em três fases: microrregional, regional e estadual (fase final), as as jogadoras selecionadas para representar a cidade do entorno goiano (foram convidadas atletas de outras equipes do DF) superaram todas as adversárias e garantiram mais um título importante para o basquete de Brasília e Entorno. Além do título, o União Cerrado teve a cestinha da competição, a ala Rafaella Fernandes, que marcou 62 pontos.

Participaram da competição, além de Luziânia/União Cerrado, as seguintes cidades: Porangantu-GO, Planaltina-GO, Mozarlândia-GO, Quirinópolis-GO e Palminópolis-GO.  Confira a campanha das candangas na fase final:

3ª Fase

Luziânia 82 x 24 Mozarlândia

Luziânia 55 x 17 Palminópolis

Luziânia 55 x 19 Planaltina

Grande Final

Luziânia 51 x 39 Quirinópolis

A versão feminina do Cerrado

Ex-jogadora de basquete, a canadense Angela Jebailey, presidente da equipe feminina, saiu de seu país e veio para a Distrito Federal, sentindo a carência da modalidade feminina. A partir disso, em parceria com o Cerrado Basquete, time masculino, criaram o União Cerrado, com o objetivo de promover a modalidade mais ainda. “Decidimos criar aqui em Brasília o União, onde podemos, através do time, estimular as meninas para a disputa do esporte e ao mesmo tempo fazer com que Brasília ganhe imagem através do nosso basquete”, enfatizou com exclusividade à equipe do DF Sports.

Com as poucas oportunidades direcionadas às equipes femininas e de campeonatos, o objetivo de Angela é sempre pensar mais alto. Através disso, observando o pequeno número de jogos por temporada para as meninas, a gestora buscou ir além, e rompeu fronteiras para colocar o nome do basquete feminino do DF em âmbitos regionais, como por exemplo a participação dos Jogos Abertos do Goiás.

“Brasília não fornece campeonatos suficientes para as meninas, tendo as vezes apenas doze jogos por ano. Por isso que fomos atrás de procurar mais torneios para elas poderem desenvolver o esporte, botando em mente o basquete feminino. Então fomos atrás dos Jogos Abertos, porque não queríamos parar cedo esse ano. Acabou que com isso tivemos um patamar mais forte, podendo trabalhar fora da cidade, com outros times com um potencial maior, acabamos que estamos conseguindo aumentar o nível do nosso basquete. Esse é o nosso grande objetivo”, explicitou Ângela.

A coordenadora do União Cerrado, Gabriella Silva, explicou para a nossa reportagem que as adversidades são muitas, mas a parceria com atual gestora deu um novo ânimo a ela. “Antes o time se chamava União Brasília. Eu e a Ângela fundamos a equipe. Mas devido às dificuldades fizemos a junção com o Cerrado Basquete e viramos União Cerrado. O projeto vem sendo vantajoso e temos muito a progredir”, avaliou.

Com o fim dos Jogos Abertos do Goiás, ainda não há previsão de quais outros torneios o União Cerrado disputará, mas a expectativa, é que a partir de fevereiro comece o campeonato local.

Por Haland Guilarde e Lucas Bolzan

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