Segundo capítulo: clubes mais novos!

Arte: Pedro Breganholi/DF Sports

Por Pedro Breganholi

Arte: Pedro Breganholi

Continuando nosso aquecimento para o Candangão 2018, o “Memórias” de hoje vai listar as seis equipes mais jovens do futebol no Distrito Federal. Iremos contar um pouco da história dos jovens clubes que estão lutando contra todas as dificuldades que existem na realidade na modalidade dentro da capital do país, para tentar se firmar no futebol local. Vamos à lista?

1 – Real

O Real Futebol Clube é de longe o caçulinha do campeonato. A equipe foi fundada no final do ano de 2016, mais precisamente em outubro, e disputou em 2017 sua primeira competição com o nome atual. Anteriormente, o time se chamava Dom Pedro II e era um dos times mais tradicionais do futebol do DF.

O Dom Pedro conquistou a Segunda Divisão local em duas oportunidades (2002 e 2016) e representou nacionalmente o futebol de Brasília em 2000 e 2008, na Série C do Campeonato Brasileiro em 2000 e, em 2009, na Copa do Brasil. Sob nova direção, já no fim de 2016, os novos mandatários decidiram dar um upgrade e, o time que levava o nome do imperador, passou a ter um nome mais elevado à realeza.

Em seu primeiro ano de vida, o Real chegou até as quartas-de-final do Candangão, já em 2017, contando com um alto investimento de seu proprietário, o empresário Luís Felipe Belmonte, e acabou eliminado pelo Brasiliense, que sagrou-se campeão duas fases depois. Ainda no ano corrente, o Leão do Planalto foi campeão invicto do Campeonato de Juniores do DF e será um dos representantes da capital na Copa São Paulo na categoria em 2018.

2 – Taguatinga

Assim como o Real, o Clube Atlético Taguatinga também trocou de alcunha. Até 2014, o time se chamava Atlético Bandeirante, que foi um dos times expoentes do começo do século no futebol do DF. Porém, os péssimos resultados fizeram com que o clube passasse a amargar as divisões inferiores por quase dez anos. Em 2015, o clube assumiu novas cores, novo nome e se mudou para a cidade de Taguatinga.

Debaixo de um investimento razoável, o Taguatinga (que não tem nada a ver com o antigo Taguatinga Esporte Clube) montou uma seleção e subiu para a Primeira Divisão com uma campanha história, batendo recordes de gols marcados, melhor defesa, artilharia e tudo o que tinha direito. Em 2016, quase alcançou a glória de chegar à segunda fase do Candangão. Mas, na última temporada, não repetiu o feito e acabou rebaixado novamente, terminando na lanterna.

3 – Paracatu

O Paracatu Futebol Clube é mais um exemplo de um time que mudou de nome e cidade. Em 2012, o Unaí Esporte Clube entrou em campo pela última vez com sua antiga denominação. Enfrentando dificuldades financeiras, a agremiação mudou de região, de cor e de nome, migrando para a também mineira Paracatu. Por lá a população recebeu o clube de braços abertos e, desde então, o time tem crescido ano a ano.

Com boa média de público e boas campanhas, o Paracatu alcançou o ápice em 2017 ao chegar às semifinais do estadual e, assim, conquistar a inédita vaga para a Copa Verde em 2018. Para 2018, a diretoria promete um elenco forte novamente.

4 – Botafogo-DF

Em 2008, após o rebaixamento da Clube Esportivo Guará, o Botafogo do Rio de Janeiro, tradicional clube da estrela solitária, montou um projeto para ter um time “B”, onde poderia colocar jogadores encostados ou desenvolver os mais jovens que não encontravam espaço entre os profissionais. Surgia assim o Associação Botafogo Futebol Clube. Uma ideia muito boa, um intercâmbio que ajudaria bastante o futebol do Distrito Federal.

Enquanto contou com o auxílio do time carioca, o Botafogo-DF foi um time que deu trabalho para seus adversários. Em 2009, Túlio Maravilha desembarcou no DF e ajudou o clube a voltar à Primeira Divisão. Túlio, que já havia defendido o Brasiliense em 2002, marcou 44 gols com a camisa do glorioso do DF. Após o acesso, o time permaneceu na elite, até que, por razões desconhecidas, o Botafogo-RJ retirou seu apoio ao projeto. Em 2013, o clube voltou à divisão de acesso, onde permanece até hoje.

5 – Legião

Fundado em 2001, o Legião Futebol Clube se tornou agremiação profissional apenas em 2006. Com o nome em homenagem à banda de rock nacional, Legião Urbana, o projeto do time era inovador e tinha tudo para dar certo. No começo, casa cheia no velho Mané Garrincha, promoções e uma torcida que comparecia aos jogos.

Em 2008, conquistou o vice-campeonato da Segunda Divisão candanga e subiu para a Primeira em 2009, fazendo boa campanha, conquistando, inclusive, vaga para o Campeonato Brasileiro da Série C daquele ano. Daí em diante a diretoria foi perdendo interesse pelo projeto e o clube viveu entre altos e baixos. O último rebaixamento veio em 2013 e, desde então, o time laranja não subiu mais. Sem dinheiro para investimentos, o clube tem apostado em jogadores sub-20 para formar seus elencos ao longo das temporadas.

6 – Capital

Oriundo da Sociedade Esportiva Maringá, tradicional time amador, o Capital Clube de Futebol surgiu em 2005, sob o novo formato de clube empresa. De todos os citados na lista, é o que hoje vive situação mais complicada. Após o acesso em 2005 para a Primeira Divisão, fez péssima campanha no ano seguinte e sofreu dois rebaixamentos seguidos, para a segunda e para a extinta Terceira Divisão do futebol local.

Retornou à divisão principal apenas em 2012, após uma parceria fracassada com a prefeitura de Cristalina. Conseguiu se segurar na elite até 2014, quando caiu e nunca mais subiu. Em 2016, chegou a se licenciar das competições e, só não seguiu o mesmo rumo em 2017, porque conseguiu firmar uma parceria com a Universidade de Brasília, que cedeu atletas para o clube, assim conseguiu entrar em campo.

1 Comentário

  1. Ismael Carlos disse:

    Show de bola! Parabéns pela dedicação que você tem pelo futebol na nossa capital federal. Sou fã do futebol da minha terra natal. No entanto tenho ate um pequeno acervo ” coleção” de camisas de times do DF.